terça-feira, 8 de julho de 2008

SOCIEDADE OMOLÀIYÉ NO I CORTEJO AFRO




I Cortejo Afro
Realização: Sociedade OMOLÀIYÉ
Quilombo
Abaçá Santo Expedito
Ilê Axé Ojômim Ni Sahara

Dia: 20 de novembro de 2007
Local: Ruas do Bairro Cirurgia

I CAMINHADA EM DEFESA DA LIBERDADE RELIGIOSA

I CAMINHADA EM DEFESA DA LIBERDADE RELIGIOSA
  

DATA: 21/SETEMBRO

HORA: 9H (CONCENTRAÇÃO)

LOCAL: PRAIA DO LEME


 
A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, formada por instituições da sociedade civil e religiosos, está organizando a I caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, no dia 21 de setembro, com concentração às 9h, na praia do Leme. A caminhada seguirá em direção a praia de Copacabana. 
 
Quem quiser inscrever sua casa ou templo para participar da Caminhada poderá entrar em contato através do e-mail: caminhada.liberdadereligiosa@hotmail.com, ou através das instituições da Comissão de Combate à Intolerância religiosa. Ou ainda pelos telefones: (21) 22420961 / 22733749. 

O objetivo da I Caminhada é chamar atenção da sociedade e das autoridades para a incitação ao ódio religioso contra as chamadas minorias religiosas e étnicas. 

A Comissão de Combate á Intolerância Religiosa é formada pelas seguintes instituições:CEAP, CEUB, CETRAB, CIAFRO, IRMAFRO, CNEN, CEN, AMAR-RJ, CEDINE, CESJB, CASA BRASILEIRA, ILÈ ASÉ OSALUFAN, MIR/ISER, CENTRO ESPÍRITA OGUNMEGÉ, entre outros. 
  

Mais informações:

Rosiane Rodrigues / Lysandra Moura / Márcio Gualberto

Tel: (21) 22420961 / 8191.3629 / 9242.6091 / 9905.5856

 

terça-feira, 1 de julho de 2008

A Sociedade Omolàiyé está participando da organização do lançamento do FORJUNE - Fórum da Juventude Negra de Sergipe




Omolàiyé no SERECOREMA




Omoláiyé no SERECOREMA, Seminário Regional das Comunidades das Religioões de Matriz Africana, 2007, em Natal/RN

Sociedade Omolàiyé no I Encontro de Afro-religiosos da Barra dos Coqueiros







I Encontro de Afro-religiosos da Barra dos Coqueiros/Se em maio de 2008. Realização da Prefeitura da Barra dos Coqueiros, Sociedade Omolàiyé e Ilê Axé Xangô Airá. Discussão acerca da organização e institucionalização dos templos de Religiões Afro-brasileiras do Município, como também das Políticas Públicas voltadas para essas comunidades.

Participação da Sociedade Omolàiyé no ENJUNE-2007


Participação da Sociedade Omolàiyé na organização do ENJUNE - Encontro da Juventude Negra em Sergipe, em 2007.
O racismo, como parte dos eixos estruturantes dos padrões de desigualdade na América Latina, principalmente se considerarmos as desigualdades sócio-raciais, não apenas discrimina e oprime a maioria da população do Brasil, como também mata. Expulsos do mercado de trabalho, impedidos de freqüentar os bancos escolares e vivendo em áreas sem condições dignas de vida ou opções de lazer,os jovens negros são vítimas preferenciais da violência que tem assolado o país. Um verdadeiro extermínio da população negra que começa, contudo, muito antes de jovens negros conseguirem atingir a adolescência.
Crescendo em um ambiente cercado pela miséria, a falta de oportunidades e perspectivas, as chances de que essas crianças sejam tragadas pela violência são muito maiores, violência essa que marca a degenaração das relações sociais no mundo atual e que no sentido daquela praticada contra jovens negros ou mesmo a população em geral, só terá um fim quando derrubarmos o sistema que a alimenta e que dela se beneficia : O RACISMO, INSTITUCIONAL, AMBIENTAL, A FALTA DE EDUCAÇÂO E DE EQUIDADE.

Sergipe apresenta um percentual de 75% de jovens afro-descendentes, o que representa um número significativo da sua população, e foi visando o fortalecimento dos ideais e perspectivas mercadológicas, políticas, sociais e culturais desta parcela da juventude sergipana, que os jovens negros e negras de Sergipe estiveram presentes para a construção do Encontro Nacional de Juventude Negra, o ENJUNE , como parte de toda a mobilização nacional de jovens negros e negras que já vem sendo articulada em vários estados do País.
A organização do Encontro possuía um perfil afro-centrado, supra partidário e sem vínculos religiosos. Sua construção se deu de forma coletiva, contemplando os diferentes perfis de juventude e as particularidades de cada região, apontando para uma organização heterogênea, e manteve sua autonomia enquanto juventude. Acreditamos, que,enquanto juventude organizada, houve a possibilidade de construção de metas dessa mesma juventude com uma plataforma única, que acabou possibilitando um novo papel, permitindo a abordagem de diversas questões que contribuirão neste novo panorama social dentro do contexto étnico/racial.
As dificuldades para chegarmos a construir esse encontro foram sendo dissipadas pelo caminho na medida em que tínhamos a consciência da necessidade de reunir os nossos jovens negros e negras para estarem fazendo uma leitura mais cuidadosa da realidade brasileira e fazê-los compreender o desafio que se impõe diante deles para a construção de ações políticas que visem a justiça social e racial.
Assim chegamos ao ENJUNE/ Sergipe que oportunizou, a partir da discussão dos eixos temáticos propostos, a contribuição desses jovens atores na formulação de uma agenda política que também priorize suas reais necessidades.
Agradecemos a colaboração de todas as pessoas que com certeza irão contribuir para o sucesso de mais essa etapa na luta por um Sergipe e um Brasil cada vez mais igualitário.

Fundação da Sociedade Omolàiyé


SOCIEDADE OMOLÀIYÉ - Lançamento com a presença do Professor Doutor Valdemir Zamparoni/UFBA e da Deputada Conceição Vieira em maio de 2007.

A SOCIEDADE OMOLÀIYÉ


OMOLÀIYÉ – Filhos da Terra. Terra , morada dos homens que deve ser preservada, fertilizada e cultivada para que a vida não pereça, para que o mundo não se acabe.
O “Omolàiyé” (Sociedade de Estudos Étnicos, Políticos, Sociais e Culturais) é uma instituição da sociedade civil organizada e tem por finalidade os estudos e pesquisas alternativas com o objetivo de elevar o conhecimento sobre a cultura afro-descendente e levar tais informações às comunidades interessadas, assim como a defesa, preservação e conservação do patrimônio histórico e cultural do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável. Visa ainda promoção do desenvolvimento sócio-cultural, da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, do voluntariado, da democracia e de outros valores universais. Além dessas e outras ações, visa também desenvolver estudos políticos de orientação e que promovam a conscientização das comunidades interessadas. No campo de atuação da instituição serão priorizadas as demandas relativas às comunidades de afro-religiosos no Estado (no sentido das Religiões de Matriz Africana) dentro das perspectivas abordadas em nosso Estatuto e que já foram aqui citadas.
Estivemos por um ano no processo de amadurecimento de nossa instituição, um amadurecimento lento e criterioso. Encontramos dificuldades e elas haverão de serem muitas ainda, mas talvez a maior delas até aqui foi compor de fato o “Omolàiyé”. Precisávamos formar um grupo coeso, não pensando da mesma forma, mas interligado, cooperante, ativo, que com maturidade e responsabilidade social tivesse o mesmo objetivo coletivo da produção do bem comum. Um grupo que, como disse KABENGUELE MUNANGA, compreendesse o valor da solidariedade como palavra chave do que chamamos de identidade. Identidade de gênero humano, identidade dos vários grupos que são vítimas de discriminação.
Desta forma, aqui estamos nós, mais uma Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos. Acreditamos nessa boa idéia e nos propomos a fortalecê-la atendendo aos mecanismos legais de visibilidade, transparência e controle públicos, nos colocando à disposição da sociedade que saberá e deverá separar o joio do trigo, como sempre bem o fez.
Nossas origens, etnias, memória estão enraizadas na multiplicidade da herança negro-africana que em sua expansão permite revelar estruturas, valores, normas, denominadores comuns que se expressam na diversidade manifestada – nagô, jeje, angola, congo, etc. , em que a questão da ancestralidade é o ponto chave da existência de uma comunalidade. Assim pensa o “Omolàiyé” e nesse pensamento serão pautadas as suas ações, para além de nossos muros fronteiriços.
A terra é uma força que vem completar, com o elemento água, a composição do planeta, possibilitando (com os outros elementos essenciais: fogo e ar) a criação e manutenção da vida humana.
“A terra não pertence ao homem,
O homem pertence à terra
Todas as coisas estão ligadas
O homem não teceu a rede da vida
É apenas um dos fios dela
O que quer que ele faça à rede, estará fazendo a si mesmo”
(Extraído do Livro “ Candomblé, a panela do segredo” do Babalorixá Cido de Oxum).